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Infiltrações e PRP no quadril: é possível tratar a artrose sem cirurgia?

Atualizado: 15 de mai.

Para muitos pacientes, a resposta é sim. Entenda quando os tratamentos minimamente invasivos funcionam, o que cada um faz dentro da articulação — e quando a cirurgia ainda é o melhor caminho.



Nem toda dor no quadril precisa de cirurgia. Essa é uma das primeiras informações que passo aos meus pacientes — e isso já alivia muita gente que chega ao consultório já esperando o pior.

Existe um conjunto de tratamentos minimamente invasivos como infiltrações com corticosteroide, viscossuplementação com ácido hialurônico o e PRP (plasma rico em plaquetas) que podem aliviar a dor, reduzir a inflamação e melhorar a função articular sem nenhum corte, sem anestesia geral e sem internação.

Mas, esses tratamentos não são para todo mundo e não substituem a cirurgia em todos os casos. Neste artigo, explico como cada um funciona, para quem são indicados e quando está na hora de considerar uma abordagem mais definitiva.


Três opções principais, mas com propósitos diferentes:

 

1. Infiltração com corticosteroide (Anti-inflamatório):

Injeção de corticoide diretamente na articulação para reduzir a inflamação e controlar a dor de forma rápida. Indicado para crises agudas, artrose com componente inflamatório e preparação para fisioterapia ou cirurgia.

 

2. PRP — Plasma Rico em Plaquetas (Regenerativo):

Concentrado do próprio sangue do paciente, rico em fatores de crescimento, injetado na articulação para estimular a regeneração e reduzir inflamação crônica. Indicado para artrose leve a moderada - estágio inicial da doença articular.

 

3. Viscossuplementação (Lubrificante articular):

Injeção de acido hialurônico para restaurar a lubrificação natural da articulação, reduzindo o atrito. Indicada para artrose leve com perda de fluidez articular e dor mecânica sem grande componente inflamatório.


Como é feito o procedimento?

O procedimento é realizado no consultório ou em ambiente ambulatorial no hospital, com duração de poucos minutos. Utilizo ultrassom ou fluoroscopia para guiar a agulha com precisão até o espaço articular, o que aumenta a segurança e a eficácia do tratamento. Não há necessidade de internação.



 

 A orientação por imagem (ultrassom ou fluoroscopia) é um detalhe técnico que faz grande diferença. Infiltrações feitas 'às cegas', sem serem guiadas por imagem, têm menor precisão e eficácia comprovada. Sempre pergunte ao seu médico se o procedimento será guiado.

Para quem esses tratamentos são mais indicados?

Perfil 01

Artrose leve a moderada

Pacientes com desgaste da cartilagem ainda em estágio inicial, que respondem bem a tratamentos conservadores.

 Perfil 02

Quem quer evitar ou adiar a cirurgia

Pacientes que tem indicação cirúrgica, mas precisam ou desejam protelar a intervenção por razões clínicas ou pessoais.

Perfil 03

Idosos com alto risco cirúrgico

Pacientes que não são bons candidatos à cirurgia por comorbidades, para quem o controle da dor é a prioridade.

 Perfil 04

Pós-operatório e reabilitação

Uso complementar à cirurgia para acelerar recuperação, reduzir inflamação residual e otimizar o resultado funcional.


E quando esses tratamentos não são suficientes?

É importante ser honesto aqui: infiltrações e PRP não curam artrose avançada, não reparam lesões estruturais graves e não substituem a cirurgia quando ela é de fato necessária. Eles aliviam sintomas e podem retardar a progressão da doença — mas não revertem danos já consolidados.

 Insistir em tratamentos paliativos quando a cirurgia já é necessária pode piorar o quadro. O desgaste continua progredindo, a musculatura enfraquece e o paciente chega para a cirurgia em uma condição mais desfavorável. A avaliação periódica com especialista é fundamental.

Perguntas frequentes:

O PRP tem comprovação cientifica?

Sim, há evidências crescentes na literatura médica para uso em artrose leve a moderada e lesões de tecidos moles – tendões, por exemplo. Os resultados variam entre pacientes e a indicação precisa ser individualizada. Não é uma 'cura milagrosa', mas um recurso legítimo com bom perfil de segurança.

Quantas aplicações são necessárias?

Depende do tipo de tratamento e da resposta individual. O corticosteroide geralmente é aplicado por um ou dois ciclos. O PRP e o ácido hialurônico costumam ser realizados em série de duas a três aplicações com intervalo de semanas.

 

Os planos de saúde cobrem esses procedimentos?

A cobertura varia bastante conforme o plano e o procedimento. A infiltração com corticosteroide costuma ter melhor cobertura. O PRP e a viscossuplementação frequentemente são realizados como procedimentos particulares.

 

Posso fazer esses tratamentos sem consultar um especialista?

Não é recomendado. A indicação correta depende de avaliação clínica completa e exames de imagem adequados. Tratamentos feitos sem diagnóstico preciso podem mascarar problemas que precisariam de abordagem diferente.

 

Quer saber se você é candidato a tratamento sem cirurgia?

Na consulta, avalio o estágio da sua condição, explico todas as opções disponíveis e indico o caminho mais adequado para o seu caso — seja ele conservador ou cirúrgico. Atendo presencialmente em Porto Alegre e também realizo consultas online.


 

 
 
 

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